Cummins Brasil prioriza tecnologia, diversificação de negócios e sustentabilidade
Informações do fabricante
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Em cenário contrastante ao do segmento de automóveis de passageiros e de comerciais leves, que corresponderam de imediato aos incentivos governamentais com a redução do IPI €“ Imposto sobre Produtos Industrializados, o de pesados (caminhões e ônibus) €“ ao lado dos setores agrícola, industrial, marítimo, locomotivas e de geração de energia €“ sentiu as consequências negativas da crise financeira internacional, instalada em setembro de 2008.
Os reflexos atingiram a Cummins Brasil que, em 2009, produziu 60 mil motores, volume 30% inferior ao seu recorde histórico de 86 mil produtos no ano anterior. Quanto aos resultados financeiros, a empresa, na região da América Latina (exceto México), anotou queda de 26% em seu faturamento. Em 2008, a empresa chegou a US$ 1,3 bilhão contra US$ 962 milhões no ano passado. De qualquer maneira, a participação da Cummins Brasil nos negócios da Cummins Inc. passou de 9,4% em 2008 para 9,6% em 2009.
Por esse quadro, ainda segundo Pasquotto, o ano de 2009 foi muito difícil para a Cummins Brasil, mas diante de outros mercados podemos afirmar que as unidades de negócios brasileiras se comportaram bem. Ao longo de 2009, por conta das incertezas, a Cummins reduziu seu quadro de funcionários em 9% - de 1.634 postos para 1.444 -, embora a queda de produção tenha sido de 30%. Tivemos de sacrificar 190 empregos. Mas, nesses dois meses e meio, já contratamos 173 trabalhadores e, com a retomada do terceiro turno no final deste mês, abriremos novos postos de trabalho, anuncia Pasquotto.
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No comparativo fragmentado por produção, vendas e exportação, entre os principais players do setor brasileiro no mercado de caminhões, os resultados da Cummins Brasil tiveram um desempenho em média 6% melhor que o setor. Enquanto o mercado caiu 26% na produção, a Cummins registrou queda de 20%; em vendas -2% contra -10% e, no capítulo exportação, o setor amargou -65% e a Cummins -60%.
Diante desse comportamento setorial, a Cummins Brasil €“ em 2009 €“ manteve pelo quarto ano consecutivo a liderança na produção de motores para caminhões, com 36% de participação no mercado nacional, 4 pontos porcentuais mais em relação ao segundo player .
Armas da recuperação
A reação dos mercados brasileiro e latinoamericano, no primeiro bimestre do ano, já indica a retomada do crescimento dos negócios da Cummins em 2010. As projeções iniciais somente de produção de motores, responsáveis por mais de 50% do faturamento da companhia, apontam para o patamar de 82 mil unidades.
Na realidade, mais do que a reação do mercado regional, a Cummins Brasil €“ na opinião de Luis Chain Faraj, gerente executivo de Marketing e Engenharia de Clientes €“ coleciona uma série de armas e fatos mercadológicos que podem assegurar a manutenção da liderança no setor de caminhões, com soluções integradas, desde a entrada do ar até a saída dos gases de escape, e também avançar em outros segmentos como o agrícola, marítimo, óleo & gás, mineração e máquinas de construção.
Nos próximos dez anos, o Brasil sedia dois megaeventos €“ a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 €“ e também o programa do Pré-Sal, que vão demandar investimentos de infraestrutura. Além disso, teremos a implantação do Euro 5/Proconve 7, legislação de emissões, e ainda o avanço do uso do Biodiesel, explica Chain, para quem no atendimento a essas demandas a Cummins Brasil está muito à frente da concorrência.
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Maior fabricante independente de motores Diesel do mundo, a Cummins Brasil prioriza trabalhar no País com tecnologia agregada em produtos e serviços e também na diversificação de negócios. Recentemente, a empresa lançou os motores ISF2.8 (da linha High Speed Diesel, motores diesel de rápido giro) e o ISF3.8, respectivamente com 163 cv e 167 cv de potência, além dos motores eletrônicos que atendem ao E5/P7 €“ modelos ISB 4.5 litros, ISB 6.7 litros e ISL 8.9 litros.
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Em complemento ao atendimento das novas legislações de emissões, que passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2012, a Cummins Brasil entra também na distribuição do Arla-32 €“ Agente Redutor Líquido de NOx Automotivo, em galões, tambores e contêineres (de 4 até 1.000 litros).
Os motores Cummins, alimentados com B20, pioneiros do programa brasileiro, também têm conquistado expressivo avanço. Seu desempenho está à altura de motores 100% Diesel e ganha na economicidade de combustível, o que significa redução do custo operacional de veículos pesados.
Vários frotistas, a exemplo da Tetra Pak, Prefeitura Municipal de Curitiba ou até mesmo em empresas de geração de energia, utilizam o Biodiesel como fonte de alimentação. Nossos esforços estão concentrados agora na certificação do B20 também para os motores Euro V, argumentou Chain Faraj.
Investimentos €“ O programa de investimentos, em fomento à tecnologia e à produção, segue firme, cuja previsão, para 2010, é de US$ 20 milhões, em especial nas áreas de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias (Euro5, Euro6), qualidade, capacidade produtiva, processos de fabricação e pós vendas.
Entre 2004 e 2009, a Cummins investiu cerca de US$ 120 milhões.





